Vamos inovar os métodos de ensino para despertar o interesse nos alunos

Professores novatos e os de longa estrada encontrarão preciosas dicas de ensino para melhorar a qualidade das aulas e a participação dos alunos, transformando-os em questionadores e formadores de opinião.

O objetivo é trocar experiências, conteúdos, críticas e sugestões, de modo que os profissionais de ensino fiquem por dentro de como se inicia uma aula incentivadora, sem dar espaço a métodos ultrapassados

"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você!" (Paulo Freire)
A informação é a melhor arma que enriquece o conhecimento
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Aprendendo a elaborar uma aula construtiva



Olá, professores, tudo bem?

Por mais que se prepare uma aula, nem sempre o resultado será o esperado. E por quê? Dependerá de como a aula foi preparada e desenvolvida. A dificuldade não está na execução da aula em si, mas na introdução antes do desenvolvimento.

A aula sobre sujeito e predicado, por exemplo, é executada através da explicação da diferença entre sujeito e predicado. Por que é importante aprendâ-la? Os estudantes copiam do quadro algumas representações de reações químicas enquanto o professor explica. O assunto de movimento uniforme é explicado aos quatro ventos e a turma é obrigada a memorizar as fórmulas e fazer os exercícios. Para quê? E assim vai sucessivamente. O professor de inglês entope a cabeça do aluno de regras gramaticais e diz que ele precisa estudá-las porque será cobrada na prova.

Algumas dessas cenas acima são cada vez mais comuns na maioria das salas de aula quando se iniciou a desvalorização do ensino feita por personagens que se julgam entendedores de educação com questionáveis mudanças pedagógicas.

Onde estava a motivação em cada uma dessas aulas? Os professores utilizaram algum método adequado para estimular o interesse das turmas? Adianta ser mestre de conteúdo se não souber associar a teoria com a  prática?

São comuns vários questionamentos feitos pelo professor, principalmente na véspera da aula:
1) "Não sei como vou preparar uma aula sobre análise sintática"
2) "Como posso fazer o aluno se interessar pela aula de cinemática?"
3) "A aula de reação de dupla troca será difícil para a turma?"
4) "De que maneira posso fazer os alunos assimilarem a regra de question tag"?

VAMOS ENTÃO À DICA? 

Nessa orientação, será utilizado o exemplo de aula sobre expressões algébricas na matemática. A dica abaixo serve para as demais disciplinas.

a) Nunce inicie diretamente um assunto sem antes apresentar algum motivo para a existência dele na vida prática. A introdução é exatamente a apresentação desse motivo. É a questão de motivação.

Um exemplo de erro grave:
O professor de matemática entra na sala de aula, pede à turma para abrir os cadernos e diz em tom medíocre de autoridade:
- "Pessoal, anotem aí: expressões algébricas!"

E sem opção, a turma acata a ordem. Pronto! A aula já começou péssima. Os alunos perguntam: "Por que preciso aprender expressões algébricas?"

Em primeiro lugar, nunca se inicia uma aula de matemática através de ditado. É inacreditável, mas já houve relatos de um professor de matemática ter dado aula usando apenas a exposição oral sem escrever quase nada no quadro.

Darei um exemplo de aula direta sobre expressão algébrica e quase certamente a maioria vai achar a aula tediosa:

Uma expressão algébrica é usada para representar uma constate, uma variável ou uma combinação de variáveis e constantes relacionadas por um número finito de operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, radiciação, potenciação). Exemplos de expressões algébricas são:


3x2y2             

Uma expressão algébrica envolvendo somente potências não-negativas de uma ou mais variáveis e não contendo variáveis no denominador, é chamada polinômio.
Por exemplo:
2x         x23x+1          

ALGUÉM ENTENDEU ALGUMA COISA?

Uma boa alternativa é pesquisar algo relacionado ao assunto (no caso, expressões algébricas). Mas como fazer isso? Como introduzir um assunto que tenha a ver com a vida cotidiana do estudante?

Por isso, na introdução de um assunto, tenha em mãos um bom livro, revista, jornal, um site de compartilhamento de vídeos (youtube) ou textos na internet.

b) De posse desses recursos, planejaremos a introdução. O professor precisa ter em mente que uma boa introdução é que vai atrair a atenção do estudante.

c) Caso não sejam encontradas boas introduções em livro, revista e jornal, optemos por textos e vídeos na internet.

d) Se você deseja que sua aula sobre expressões algébricas tenha algum significado na vida de todos, pesquise alguns textos ou vídeos que contenham várias razões de se aprender expressões algébricas.

Para esclarecer o entendimento da importância da introdução, pesquisei e colei aqui o trecho abaixo:

"Os livros didáticos habitualmente usados em nossas aulas trazem muitos símbolos matemáticos. O excesso de simbologia, freqüentemente, cria dificuldades desnecessárias para o aluno, chegando mesmo a impedir que ele compreenda a idéia representada pelo símbolo.

A linguagem matemática desenvolveu-se para facilitar a comunicação do conhecimento matemático entre as pessoas. Entretanto, quando abusamos do uso de símbolos e não nos preocupamos em trabalhar a compreensão dos mesmos, clareando o seu significado, conseguimos o efeito contrário: dificultamos o processo de aprendizagem da matemática.
No cotidiano, muitas vezes usamos expressões sem perceber que as mesmas representam expressões algébricas ou numéricas.
Numa papelaria, quando calculamos o preço de um caderno somado ao preço de duas canetas, usamos expressões como 1x+2y, onde x representa o preço do caderno e y o preço de cada caneta.


Num colégio, ao comprar um lanche, somamos o preço de um refrigerante com o preço de um salgado, usando expressões do tipo 1x+1y onde x representa o preço do salgado e y o preço do refrigerante.


Usamos a subtração para saber o valor do troco. Por exemplo, se V é o valor total de dinheiro disponível e T é o valor do troco, então temos uma expressão algébrica do tipo V-(1x+1y)=T.


Não há dúvida de que a linguaguem algébrica (o uso de letras para representar números), simplifica a comunicação, por seu caráter universal, preciso e econômico. Você já imaginou um livro de matemática todo escrito por extenso, sem o uso de símbolos matemáticos? Sem dúvida ele teria muito mais páginas do que os livros usuais."

e) De posse desse trecho acima, o professor pode reconstrui-lo de modo que se ajuste da melhor forma possível para que a turma compreenda a introdução.

Observação:
O que eu fiz foi apenas um dos caminhos alternativos para mostrar à turma como se dá uma aula construtiva.
Leia o texto completo

Como incentivar o ensino do idioma inglês


Olá a todos os professores de inglês que procuram inovações no ensino. Antes de ler essa terceira dica, volte, caso necessário, à leitura das duas primeiras dicas anteriores encontradas no link http://espadoca.blogspot.com.br/2011/04/ingles.html

Toda vez que escrevo uma postagem nova, sempre antes enfatizo que o objetivo do blog ESPAÇO DOCENTE APRENDIZ é ajudar os professores a ter dicas como alternativas que atraem a atenção dos estudantes.

No primeiro dia de aula, o docente sente uma certa dificuldade de incentivar a turma; por isso, sem mais opções, sai logo atacando o assunto no quadro e, consequentemente, os alunos questionam "Por que e pra que tenho de aprender inglês?" É a tal velha desculpa esfarrapada, através dessa questão, chegando constantemente aos ouvidos de quem ensina.

Quando não se ensina, desde berço, os valores da verdadeira aprendizagem, mais e mais estudantes sempre irão pensar que os assuntos escolares não fazem sentido nas suas vidas.

Vamos, então, a mais essa dica?

Entrar na sala e cumprimentar a turma, todos os professores fazem isso normalmente; e por ser também uma questão de educação, correto? Mas... e em seguida? O que dizer?

1) Diga à turma que vamos aprender um idioma que é imprescindível na comunicação global: a Língua Inglesa. Da mesma forma que se aprende a Língua Portuguesa, o idioma inglês exige também prática através da leitura, da escrita, da audição e da pronúncia. Com esses fatores, haverá evolução, passo a passo, no vocabulário, na gramática, na redação e na conversação. Brinque com eles, perguntando "Estão prontos para começar?" Ou como dizemos em inglês: "Are you ready to start?" (Escreva no quadro para que eles entendam)

2) Dê continuidade à introdução, dizendo que o inglês faz, há muito tempo, parte na nossa vida cotidiana através de termos em inglês que foram incorporados pela língua portuguesa e até hoje são escritos no idioma  original: show, best-seller, software, short. Alguns foram aportuguesados: futebol (football), computador (computer), filme (film).

3) Você, professor, talvez irá perceber sinais de interesse de alguns alunos. Diga a eles que vamos aprender a fazer saudações em inglês, que é um dos primeiros passos para se começar a ter familiaridade com o idioma. Escreva no quadro MEETING PEOPLE (encontrando pessoas), que dá a ideia de se aproximar das pessoas para um cumprimento.

4) Embora a saudação seja a base de qualquer conversa, falar com um amigo não é o mesmo que com um desconhecido. A saudação em inglês pode ser feita com expressões formais ou informais, conforme o nível de relação com o interlocutor. A seguir, vamos aprender as mais comuns.

5) Antes de citar as mais comuns, pergunte aos alunos se eles conhecem algumas expressões de cumprimento em inglês. Caso alguns souberem, escreva no quadro as sugestões deles.

6) Depois, faça uma divisão entre FORMAL e INFORMAL.

FORMAL:
Good morning! (Bom dia!)
Good evening! (Boa noite!)
How do you do? (Como está?)
Pleased to meet you. (É um prazer conhecê-lo)

INFORMAL:
Morning! (Bom dia!)
How are you? (Como está?)
Nice to see you. (Prazer em conhecê-lo)
How are you doing? (Como vai?)
I´ll see you later! (Até logo!)

OBSERVE: 
Hello! é a forma mais habitual de cumprimentar e iniciar uma conversa. Também pode ser usado Hi!, que é a mais informal. Ao se despedir, diga Goodbye ou, se for íntimo, Bye-bye.

Agora, professor, procure outros diversos exemplos de cumprimentos e apresentações formais e informais para dar prosseguimento ao assunto saudações.

7) Agora, professor, apresente à turma as 3 perguntas-chave que sempre estão associadas às saudações:

7.a) What is your name? - Esta pergunta permite conhecer o nome da pessoa com quem está conversando. Para responder, há 2 opções:
7.a.1) My name is + nome.
7.a.2) I am + nome.
Exemplos: My name is Peter Brown ou I am Peter Brown.

7.b) Where are you from? - Use esta pergunta para conhecer a procedência/origem de seu interlocutor. Nesse caso, também existem 2 formas de resposta:
7.b.1) I am from + país de origem do interlocutor.
7.b.2) I am + nacionalidade.
Exemplos: I am from Brazil ou I am Brazilian.

7.c) How old are you? - Para falar sua idade, empregue o verbo To be (Ser/Estar), seguido ou não de years old.
Exemplos: I am 45 years old ou I am 45.

Observação: 
Um erro frequente é dizer simplesmente I am 45 years (sem old)

8) Para a aplicação, apresente aos alunos esse diálogo abaixo, afim de que eles assimilem o assunto, destacando as saudações que foram apresentadas:

MR. BROWN MEETS A FRIEND

Mr. Brown: Hi, Louise. How are you?
Louise: Fine, thanks, Peter. And you?
Mr. Brown: Not too bad. Look! Who´s that?
Louise: It´s the new assistant manager. His name´s John Maxwell.
Mr. Brown: Really! Where is he from?
Louise: I think he is from Liverpool. He´s English.
Mr. Brown: Mmm... sorry Louise, but I have to go.
Louise: No problem. I´ll see you later, Peter.
Mr. Brown: Bye-bye.

Professor, a introdução termina aqui e, na próxima postagem, serão abordados os pronomes pessoais do caso reto: I, You, He, She, It, We, You, They. E também os substantivos.
Leia o texto completo
 
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