Vamos inovar os métodos de ensino para despertar o interesse nos alunos

Professores novatos e os de longa estrada encontrarão preciosas dicas de ensino para melhorar a qualidade das aulas e a participação dos alunos, transformando-os em questionadores e formadores de opinião.

O objetivo é trocar experiências, conteúdos, críticas e sugestões, de modo que os profissionais de ensino fiquem por dentro de como se inicia uma aula incentivadora, sem dar espaço a métodos ultrapassados

"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você!" (Paulo Freire)
A informação é a melhor arma que enriquece o conhecimento
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Como introduzir uma aula sobre óxidos

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O professor de Química entra na sala, cumprimenta a turma e logo pede que abram o livro na página referente a óxidos.

Ele inicia o assunto com a definição do que vem a ser um óxido:

"Turma, óxido é todo composto formado pela ligação entre um metal ou ametal e o oxigênio. Ou então podemos encontrar o oxigênio associado tanto ao metal quanto ao ametal"

Até aí, tudo bem, a definição foi bem clara, mas em toda aula é sempre a mesma coisa: iniciando-se um assunto com a mesma metodologia - definição seguido de exemplos e finalmente os exercícios.

Dessa forma, todas as aulas ficam entediantes, os alunos se desanimam, ficam sem saber as razões da existência dos óxidos, assim como dos demais assuntos de Química, pois não há incentivo e nem métodos novos para prenderem a atenção da turma.

Vamos mudar isso?

A sugestão que posso dar é o uso de uma motivação que envolva óxidos. Que tal a aplicação do óxido nítrico como exemplo antes de partir para a definição? Quer saber como? Aí vai:

Sabe-se que pacientes com pressão alta, colesterol ruim e diabetes têm deficiência de óxido nítrico (NO) e uma predisposição maior para ter disfunção erétil.
O óxido nítrico é o principal neurotransmissor de um sistema de sinalização intracelular que atua no tecido erétil, levando à ereção peniana.
Exercícios aeróbicos como ciclismo, natação, subir e descer escadas, corridas leve em esteira ou em movimentos realizados 5 vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos, parecem favorecer a produção de óxido nítrico e combater os radicais livres, melhorando a disposição erétil.

Outra sugestão é transformar a sala de aula em laboratório, pelo menos no dia da apresentação sobre óxidos:

Material e métodos
• Uma seringa plástica de volume
igual ou superior a 10 mL
• Um pedaço de esponja de aço
para lavar louças
• Um béquer ou copo contendo
água
• Vinagre

O procedimento e os materiais utilizados no experimento são simples, o que
permite a realização pelos próprios alunos sem maiores riscos.

Primeiramente, um pequeno pedaço da esponja deve ser embebido em vinagre
por cerca de um minuto e sacudido para a retirada do excesso de vinagre.

Em seguida, a esponja deve ser introduzida na seringa plástica (não a
deixar próxima à extremidade inferior para que não haja interferência na
medida do volume de água), que rapidamente deve ter a extremidade superior
tapada pelo êmbolo e a inferior mergulhada na água contida no béquer ou
copo, evitando deste modo o contato da esponja com o oxigênio do ar que
não seja aquele de dentro da seringa. Em poucos instantes será observado
um fenômeno realmente belo e interessante, a entrada da água na seringa e
a elevação do seu nível, o que deve cessar em cerca de 20 min.
Será observada uma alteração de coloração devido à reação química.

Uma vez que, após o fim da reação, a esponja tem uma aparência bem diferente daquela da que foi introduzida na seringa, o professor pode começar pedindo que os alunos analisem, discutam e elaborem hipóteses sobre
o que pode ter ocorrido, relacionando sobretudo os resultados observados
com fenômenos do dia-a-dia, como a ferrugem de um portão ou da lataria de
um carro. A partir disto, o professor pode se aproveitar de possíveis
explicações alternativas que os alunos tenham e abordar a visão da Ciência
sobre este fenômeno, introduzindo o tema de óxido-redução. Discussões e
debates sobre as implicações sociais dos fenômenos de corrosão, dentre
elas os gastos da sociedade no reparo ou substituição de materiais
desgastados por processos oxidativos, além dos riscos de acidentes, são
atividades bastante pertinentes para uma abordagem em contexto
socioeconômico.

DEPOIS DESSAS 2 SUGESTÕES, AÍ SIM É QUE PODE SER INICIADA A DEFINIÇÃO DE ÓXIDOS E SUAS PROPRIEDADES ESPECÍFICAS.
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