Vamos inovar os métodos de ensino para conquistar o interesse dos alunos

Professores novatos e os de longa estrada encontrarão preciosas dicas de ensino para melhorar a qualidade das aulas e a participação dos alunos, transformando-os em questionadores e formadores de opinião.

O objetivo é trocar experiências, conteúdos, críticas e sugestões, de modo que os profissionais de ensino fiquem por dentro de como se inicia uma aula incentivadora, sem dar espaço a métodos ultrapassados

"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você!" (Paulo Freire)

Como iniciar a primeira aula de Inglês

terça-feira, 5 de abril de 2011

Iniciar Inglês
Antes de dar os primeiros passos na introdução à aula de Inglês, vamos iniciar um pequeno bate papo.

O ano letivo se inicia, colegas de profissão se cumprimentam, com simultâneas boas vindas. Em seguida, cada um entra na sua respectiva sala, dar de cara com uma nova turma e as apresentações começam. Até aí, tudo bem.

E depois? O que falar aos sangues novos logo no primeiro dia de aula?

Por outro lado, quando se trata de alunos antigos, e que já conhecem o estilo do professor, não há menor sinal de insegurança e pode-se ir diretamente aos primeiros assuntos.

Em relação à turma nunca vista antes, o professor deve ter desenvoltura, agir de modo semelhante a um representante comercial: tem que saber apresentar seu produto, falar bem e ter uma excelente apresentação pessoal, diferenciada. Mas sempre pensar que uma boa aula tem o objetivo final de gerar aprendizagem coletiva.

Esse primeiro passo é muito importante para que, na próxima aula, e assim em diante, a classe já tenha dele uma primeira boa impressão e, consequentemente, haverá um bom relacionamento interpessoal.

E também não adianta ter somente cordialidade com os estudantes se não souber transmitir-lhes os conhecimentos.

Vamos agora o que interessa: COMO INICIAR A PRIMEIRA AULA DE INGLÊS?

Logo no primeiro dia do ano letivo, como fazer para causar impacto positivo aos alunos novos, originários de outras escolas, ou de séries anteriores da mesma escola que não tinham ainda tido contato com o estilo do professor?

Para tentar prender a atenção da turma, eu introduziria a aula através das seguintes perguntas de motivação:

Como vocês aprenderam a ler e a escrever?
As etapas de alfabetização foram complicadas?
Que benefício levamos quando se aprende um outro idioma?
Por que o inglês faz parte do currículo escolar brasileiro?

Aguarde a resposta da turma.

Se houver manifestação, ou não, use o seguinte texto abaixo para conversar com os alunos:

Aquele público que não tem grande afinidade com idiomas estrangeiros acha que aprendê-los é muito difícil, uma vez que se baseiam na Língua Portuguesa, possuídora também de alto nível de complexidade devido a infinitas regras gramaticais.

Entretanto, é um pensamento equivocado por parte dessas pessoas que desconhecem a facilidade de lidar com outro idioma (o inglês, por exemplo) cujo obstáculo, segundo elas, estão nas inúmeras regrinhas complicadas.

Enfim, usam esse tipo de argumento como desculpa para não se esforçarem nos estudos e se julgam convincentes de que o inglês não vai fazer diferença em alguma etapa da vida profissional. Imagine um universitário que termina o curso de engenharia, por exemplo, e não consegue emprego na sua área. Na sorte, aparece uma oportunidade de trabalhar no setor de turismo. E aí?

Para outros, o idioma do Tio Sam e da Realeza Britânica é um dos mais fáceis e o mais útil. Sem ele, fica difícil conseguir posições mais altas no mercado de trabalho. A razão da rápida aprendizagem, segundo dizem, está na simplicidade da estrutura gramatical.

Entre uma opinião e outra, não exista essa de fácil ou difícil. Coisas simples e complexas sempre ocorrem, seja em qualquer idioma. Se algo é complexo, é preciso estudar e praticar constantemente.

As regras gramaticais são em grande número sim, e aprender um idioma dá trabalho porque exige tempo, dedicação e paciência, igual a qualquer outra coisa que se deseja aprender na vida.

Já pensou se ninguém entrasse na faculdade de medicina só porque julgam o curso difícil? Aprender algo só se torna sem sentido quando não há interesse.

Querendo ou não, o inglês está no currículo escolar. Algumas pessoas têm mais facilidade de assimilar do que outras. Por quais razões? Provavelmente paixão pelas aulas de conversação, além da força de vontade e atenção.

Está na lista das línguas mais difundidas do planeta por questões econômicas, sociais e culturais. O Brasil é um país que recebe muitos turistas. E boa parte deles visita cidades como o Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e São Paulo. Se o motivo são negócios, eventos ou convenções, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre lideram a preferência.

Aprender a língua inglesa é semelhante a ouvir uma música frequentemente e, depois de muito tempo, a assimilação é concluída.

Essa linha prática de raciocínio é conduzida ao processo de alfabetização que é muito trabalhoso no início da vida escolar da criança.

Na aprendizagem de um idioma, acontece a mesma coisa. Por isso, é natural surgir dificuldade inicialmente.

Espero que o texto acima tenha sido útil e se algum professor que leu essa minha publicação queira experimentá-lo com a sua turma, fique à vontade. A minha intenção é ajudar.

Já que o primeiro dia é geralmente reservado a um bate papo meio que informal, antes de iniciar o assunto do primeiro bimestre, discriminado no planejamento, não custa nada recordar aos alunos o alfabeto inglês. E para quem está vendo pela primeira vez, obviamente tem que aprender.

I - ALFABETO INGLÊS

O alfabeto inglês consta de 26 letras:

A - êi
B -
C -
D -
E - í
F - éf
G - djí
H - êitch
I - ái
J - djêi
K - kêi
L - él
M - êm
N - ên
O - ôu
P - píi
Q - kíu
R - ár
S - éss
T - tíi
U - iúu
V - víi
X - éks
W - dâbliu
Y - uái
Z - zíi (Na Inglaterra, a pronúncia é zed)

Para completar o entendimento do alfabeto inglês, podemos dar exemplos de siglas famosas que se transformaram em palavras pela união das pronúncias dos alfabetos. Dessa forma, o interesse dos alunos pelo estudo do inglês tende a aumentar.

OBSERVE:
CSI (famoso seriado policial da tv norte-americana cuja pronúncia é cí-éss-ái)
HBO (canal de TV fechado cuja união das letras resulta em êitch-bí-ôu)
DJ (sigla de Disk Jockey, profissional de música que executa mixagens em baladas e eventos. Pronuncia-se como dí-djêi)
NBA (falada como ên-bí-êi, é uma das principais ligas de basquetebol do mundo da América do Norte)

A próxima postagem será SONS EM INGLÊS, que consiste no estudo da pronúncia, fundamental para aumentar a familiaridade com o idioma, antes de ir para os assuntos do currículo escolar.

27 comentários:

Marcos Vinicius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Nakashima disse...

ola, estava procurando na net formas de dar aulas de ingles pois cresci nos EUA e falo fluentemente. apenas nao tenho ideia nenhuma de como dar aula, rs... queria comecar apenas com aulas particulares, tipo reforço e tal... tem allguma dica? parabens pelo post. ajudou muito em questao de como iniciar com uma turma ou ate mesmo com poucos alunos.

Marcos Vinicius disse...

Olá, Marco Nakashima, tudo bem?

Fico feliz por ter gostado da dica e eu tinha postado a segunda dica como continuidade da primeira. É super importante introduzir o assunto através de um bate papo informal e descontraído para que o estudante não fique sempre implantando aquelas velhas desculpas esfarrapadas como justificativas para dizer que o idioma é difícil de ser aprendido. Irei postar mais dicas até completar todos os assuntos para que as postagens sirvam de apoio em aulas introdutórias, inclusive frases e situações muito utilizadas no dia a dia quando a gente encontra um estrangeiro para praticar a conversação.

Um abraço, Feliz Natal, boa entrada para 2013.

Talita Spadafora disse...

Parabéns Marcos, alias preciso de um professor particular se topar, rs.
Apesar da brincadeira isso é muito sério, ainda mas um país como o nosso que em breve sediara a copa do mundo em 2014, devemos estar preparados.

Beijos Sucesso!!

Maria Isabel Pereira de Souza Castro disse...

Marcos, gostei da dica. Também trabalho o alfabeto já no primeiro dia de aula, depois faço a brincadeira "spelling game"; as crianças adoram!
Até mais!
Maria Isabel

Claudio disse...

Boa dica. Colocarei em prática a revisão do alfabeto, fazendo algumas adaptações para ideias que tive. Postarei o relato desta aula.

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Maria Isabel, tudo bem?

É fundamental, quando se aprende um idioma, por na cabeça do aluno, seja de curso ou de escola, a base bem trabalhada, para que no futuro ele, o estudante, jamais diga que se deve ter aulas de inglês apenas por hobby, ou porque um amigo ou primo faz a mesma coisa sem objetivo.

Um abraço!

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Claudio, tudo bem?
Agradeço pela visita e comentário, e irei dar continuidade às dicas. O seu relato será de grande importância como se fosse um diário de bordo, com o objetivo de aumentar as trocas de experiências ocorrentes em sala de aula.

Um abração!

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Talita, tudo bem?

Não se preocupe, a brincadeira foi bem-vinda, rs. É de extrema importância o aprendizado do idioma inglês quando se tem um objetivo relacionado ao mercado de trabalho em empresas que exigem conhecimento, pelo menos básico, e também é muito cobrado em instituições de pesquisa presentes em universidades federais que recebem estudantes candidatos à mestrado e doutorado, principalmente para quem abraça a área de turismo que estará em expansão na Copa e Olímpiada.

Um abraço!

Alon82 disse...

Gostei muito das dicas dadas! Vai me ajudar muito. Sou professor há um bom tempo, mas por três anos atuei em outra área e agora retorno as salas de aula, confesso que bateu aquele nervosismo, mas faz parte do dom que Deus nos concedeu, se não houver aquele frio na barriga, perde-se toda a graça. Obrigado e continue postando boas dicas como esta!

Erika Dias disse...

Adorei as dicas e o texto esclarecedor sobre a importância da língua inglesa e as facilidades de aprender tal idioma. OBRIGADA POR DECIDIR COMPARTILHAR!!! Ainda terei um professor de inglês como você!

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Oi, Erika, tudo bem?

Em breve, não falta muito, estarei postando mais dicas sobre a melhor forma de se aprender o inglês, um idioma mundial e super essencial que abre muitas portas para o mercado de trabalho, pois a metodologia é voltada à estrutura mais frequente para a conversação do cotidiano. Esse texto é para os professores reproduzirem oralmente em sala de aula, a fim de que os alunos saibam da importância de se aprender o idioma, não por esporte, e sim para a aplicação no campo profissional.

Um abraço e grato pela visita e comentário.

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Alon82, tudo bem?

Nós, profissionais de ensino, temos essa missão de passarmos por grandes dificuldades quando se trata da transmissão de conhecimentos. Para você ter uma ideia, é bem mais fácil entrar diretamente num assunto do que se ter um bate papo informal no primeiro dia do ano letivo. Entretanto, a conversa informal e descontraída é o caminho para deixar o aluno super tranquilo e ver no idioma inglês um aprendizado que irá contar pontos se o objetivo for trabalhar numa multinacional ou em instituições de pesquisa em universidades federais onde muitos estudantes de mestrado e doutorado são estrangeiros que precisam de contatos brasileiros que dominem o inglês.

O texto que elaborei é para ser reproduzido em sala de aula e, dessa forma, os estudantes não usarão desculpas esfarrapadas que bloqueiam o interesse pelo idioma, assim como pelas demais disciplinas escolares.

Um abraço e grato pelo comentário.

Angelica Maria Pescador disse...

Olá Marcos

Passei rapidinho pra dizer que o seu blog é muito bacana, eu sou professora de inglês e ja usei algumas dicas, adicionei aos favoritos tambem.. Parabéns pela iniciativa.. e obrigada pelas dicas..

Take care..

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Angelica, tudo bem?

Muito obrigado por ter visitado e comentado, e esse elogio seu, assim como do das demais pessoas que leem as minhas postagens, me incentivam mais a dar continuidade na publicação das alternativas que orientam o professor de como estimular o interesse dos alunos para que eles evitem de achar que os assuntos escolares não dão futuro.

Hoje mesmo postei mais uma dica sobre Saudações e Perguntas-chave no item 3. E não deixe de visitar a postagem Sons em Inglês. Confira em: http://espadoca.blogspot.com.br/2011/04/ingles.html

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, pessoal, eu postei mais uma dica, sobre Saudações e Perguntas-chave, encontradas no título Como incentivar o ensino do idioma inglês, que está no link: http://espadoca.blogspot.com.br/2011/04/ingles.html

Espero que gostem. Um abraço a todos!

Lis Freire disse...

Parabéns Marcos! Adorei as dicas! Há muito tempo procuro um site como esse, para professores iniciantes e que precisam de ideias para aulas (como eu)! Muito obrigada! Vou acompanhar!

Daniel de Oliveira Campos disse...

Olá, tudo bem ?
Em primeiro, gostaria de lhe dizer que gostei da sua didática simples e útil, não deixando de ser ótima no apoio da nossa atividade de educador de língua inglesa.
Queria aproveitar para lhe questionar sobre como devo me orientar sobre as aulas de inglês serem ministradas na maioria em inglês. Gostaria de fazer isso na minha turma. Você poderia me orientar nisso?

E-mail: danieldeoliveiracampos@gmail.com

P.S.
Caso alguém tenha alguma dica, me envie por e-mail, por favor. Fico muito agradecido desde já.

Atte,
Daniel.

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Daniel, tudo bem?

Fico grato pela sua visita e comentário. Espero que as dicas estejam sendo adequadas ao seu objetivo com a sua turma em sala. Elaboro métodos alternativos de como introduzir um assunto de forma motivadora, na tentativa de despertar no estudante o interesse da aprendizagem não somente por causa de nota de prova. Além disso, resgata a segurança do professor.

Quanto à orientação de ministrar as aulas em inglês, vai depender do grau de conhecimento das suas turmas, porque quase sempre existe um certo grupo de pouquíssima (ou nenhuma) intimidade com o inglês e que conhece somente aquelas palavras mais populares: YES, NO, LOVE, ou aquelas encontradas para nomeação de muitas lojas de shopping. Por isso, fica complicado.

Entretanto, se a maioria dos seus alunos tiver base o suficiente, você pode usar os textos publicados no blog e convertê-los para o inglês. Esse tipo de didática é feita mais em cursos de idiomas. Essa é uma decisão que cabe somente a você, porque a intenção do blog é apenas divulgar dicas que ajudem o professor a introduzir um assunto de forma incentivadora e que mostre ao aluno que nunca se aprende algo se não houver razão para tal.

Espero que tenha ajudado e, qualquer dúvida, só me consultar, está bem?

Um abraço e boa sorte nas aulas.

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Lis Freire, tudo bem?

Obrigado pela visita e comentário e estou periodicamente divulgando dicas de como introduzir um assunto de face motivadora, porque eu vejo que muitos professores, apesar de dominarem a parte teórica, sentem dificuldade de associarem os assuntos com aspectos da vida cotidiana. Basta ler os textos que irão esclarecer o que estou tentando passar.

Boa sorte nas aulas e acompanhe quando possível.

Um abraço!

LEONARA disse...

Muito bom, vou começar a dar aulas de inglês e estava preocupada em como começar... As suas dicas me ajudaram bastante.
Abraço!

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Leonara, tudo bem?

Sempre elaboro inovações de como aprender a ensinar e tenho recebido muito incentivo. Eu já tinha publicado mais 2 itens sobre a sua área. Em breve, divulgarei novidades.

Um abraço e Feliz Páscoa.

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, caros professores.
Aos poucos estou construindo inovações sobre como ensinar de forma mais motivadora. Quero aproveitar e desejar a todos uma Feliz Páscoa e bom descanso nesse feriado.

Renan disse...

Muito útil seu post. Vou começar a lecionar, porém só tenho curso de ingles avançado. Nao sou fluente ainda. Vou começar com uma turma de 15 pessoas. Esatava com medo da primeira aula mas tudo o que eu li nesse post fui muito bom. Agradeço muito pela tua atençao. muito obrigado. Renan Antonelo

Marcos Vinicius M. Cavalcante disse...

Olá, Renan, tudo bem?

Obrigado por ter visitado e comentado. Espero que essa minha dica tenha lhe sido útil.

Eu estava um pouco afastado do blog por conta da minha pós-graduação, mas estarei de volta para postar mais atualizações.

Um abraço e depois me conte como foi sua aula.

Fabio Malizia disse...

Marcos, muito legal a sua dica para primeira aula. Meu pensamento é parecido com o seu, o professor antes de qualquer coisa, é um representante de vendas.
Abraço!

denni disse...

Adorei a publicação e as dicas! Minha primeira aula de inglês será na sexta 09-08-13 ansioso.
Parabéns pelas dicas!

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