Vamos inovar os métodos de ensino para despertar o interesse dos alunos

Professores novatos e os de longa estrada encontrarão preciosas dicas de ensino para melhorar a qualidade de suas aulas e a participação dos alunos, transformando-os em questionadores e formadores de opinião.

O objetivo é trocar experiências, conteúdos, críticas e sugestões, de modo que os profissionais de ensino fiquem por dentro de como se inicia uma aula incentivadora, sem dar espaço a métodos ultrapassados

Aprender por aprender e não somente aprender por causa de avaliação.
A informação é a melhor arma que enriquece o conhecimento
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Física


Para quem leciona Física, eis a lista abaixo dos assuntos já publicados:

1 - Como iniciar a primeira aula de Física (apresentação em texto)
http://espadoca.blogspot.com/2011/06/como-iniciar-primeira-aula-de-fisica.html

2 - Princípio da ação e reação
http://espadoca.blogspot.com/2011/05/como-iniciar-uma-aula-sobre-acao-e.html

3 - Como se inicia uma aula de Densidade
http://espadoca.blogspot.com.br/2014/08/como-se-inicia-uma-aula-de-densidade.html

4 - Como iniciar aula de Física no primeiro dia do ano letivo
http://espadoca.blogspot.com.br/2017/02/como-iniciar-aula-de-fisica-no-primeiro.html

5 - INTRODUÇÃO MOTIVACIONAL DE MOVIMENTO CIRCULAR
http://espadoca.blogspot.com/2019/12/introducao-motivacional-de-movimento.html

6 - Como iniciar aula de mudanças de fase da matéria
https://espadoca.blogspot.com/2020/05/como-iniciar-aula-sobre-estados-fisicos.html

7 - Como iniciar aula de Óptica Geométrica: Espelho

8 - Como iniciar aula de Hidrostática: vasos intercomunicantes

9 - Como iniciar aula de Ação e Reação

10 - Como iniciar aula de Hidrostática - Parte 1: Urso Rastejando

11 - Como iniciar aula de Hidrostática - Parte 2: Aprofundamento e Reflexão

12 - Pressão Hidrostática Antes do Homem: Interdisciplinaridade Física X Filosofia

13 - Como iniciar aula sobre Óptica

14 - Como iniciar aula de conversão de medidas na Cinemática

15 - Como iniciar aula sobre Leis de Newton

16 - Como iniciar aula sobre Pressão Hidrostática: interdisciplinaridade Física X Geografia

17 - Como iniciar aula sobre Óptica Geométrica

18 - Como iniciar aula de Eletricidade com o funcionamento de máquina de xerox: interdisciplinaridade Física X Química

19 - Como iniciar aula de Radioatividade, Cinemática e Gravitação Universal

20 - Como iniciar aula de Óptica com interdisciplinaridade Física X Biologia

21 - Como iniciar aula sobre Dinâmica no Movimento Circular 

22 - Como iniciar aula sobre Estudo dos Gases 

23 - Como iniciar aula sobre Ondas: uso da interdisciplinaridade Física X Biologia

24 - Experimento de Pressão Atmosférica para iniciar Hidrostática 

25 - Como ser um especialista em FÍSICA - Parte 1

26 - Como iniciar Pressão Atmosférica
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Como iniciar uma aula de Ação e Reação

ação e reação,espadoca

Para que essa aula tenha efeito motivante e atraente à turma, providencie ilustrações de um foguete espacial, de um servente de pedreiro carregando um carrinho de tijolos e de um navio. Essas ilustrações deixarão a turma com os primeiros sinais de curiosidade. Acredite, funciona mesmo!

Uma verdadeira aula de ação e reação deve ser iniciada sem definir logo de cara esse terceiro princípio de Newton.

Deixe os alunos curiosos falando primeiramente de algumas situações que envolvem esse assunto, tais como as representadas nas ilustrações sugeridas e, em seguida, fale da história desse princípio que se iniciou pelo conhecimento intuitivo ou empírico até chegar ao enunciamento em termos abstratos no século XVIII pelo inglês Isaac Newton.

E para finalizar a introdução, dei uma sugestão, que está no item 3 sobre um dos casos em que não ocorre ação e reação para fins de comparação e, dessa forma, o estudante não faça confusão.

Os conceitos de Física podem parecer complicados. Mas, na realidade, a Física também estuda e explica fenômenos corriqueiros, que aparecem na vida de qualquer um.

Vamos começar?

1 - O servente de pedreiro tinha um problema. Enquanto empurrava o carrinho carregado de tijolos, ia ruminando o noticiário da véspera: "Como é que estava no jornal mesmo? A reação...Não, não é isso. Ora essa! Eu tinha decorado!"

Parou, pensativo.
"A toda ação corresponde uma reação igual e diretamente oposta. É isso mesmo!"

Continuou a rodar o carrinho e foi murmurando repetidamente o enunciado.

"O jornal disse que sem saber isso ninguém podia ter ido até a Lua. Que sem isso, que o tal Newton inventou, não podia existir quase nada do que a gente faz. Nem este prédio que eu estou fazendo. Será mesmo verdade?"

Parou de novo, repetiu em voz alta o tal Terceiro Princípio da Mecânica, o Princípio de Newton.

"Do jeito que o jornal explicou, se eu empurrar o carrinho pra frente, o carrinho vai me empurrar pra trás. Nem ele e nem eu vamos sair do lugar, pois a reação não é igual?"

Mas ele empurrava o carrinho e como é que o carrinho não o empurrava para trás de acordo com o princípio, por que não vinha a tal reação igual e diretamente oposta?

Onde está o erro de raciocínio do servente? O princípio está enunciado corretamente, o jornal estava certo e Newton também. E como é que o carrinho anda? Na verdade, trata-se de um mal-entendido.

O servente de pedreiro não tinha entendido bem a explicação: ao ler "reação igual e contrária" pareceu-lhe que o corpo que reage devesse comportar-se exatamente da mesma forma que o corpo que age. Mas não é bem assim.

A chave da compreensão do problema está no ponto de aplicação da força.
(explicar aos alunos a definição de ponto de aplicação da força e sua localização, pois todo professor de Física sabe o que é isso)

O movimento do carrinho depende da aplicação de diversas forças, que precisam ser analisadas uma a uma.

Em primeiro lugar, considere-se o pedreiro, isoladamente.

Qualquer movimento dele é conseguido graças à reação do solo: este reage, com uma força igual e contrária ao esforço muscular que tende a projetar o corpo do homem para a frente.

Na realidade, o funcionamento dos músculos produz 2 forças em sentidos opostos: uma que se aplica ao solo, outra que se aplica ao próprio corpo. Sem a reação do solo, a perna se distenderia sem haver movimento do homem para o outro lado. As 2 forças agem sobre corpos diferentes.

Agora, o pedreiro empurra o carrinho. Suas mãos exercem forças sobre ele: são as ações. E o carrinho reage com forças iguais aplicadas sobre as mãos do pedreiro.

2 - Um foguete espacial funciona também com base no mesmo princípio: a velha lei da ação e da reação.

O gás que explode continuamente lá dentro só tem um lugar por onde se expandir: a abertura de escapamento, na popa do foguete, por onde ele sai com violência. A ação de saída do gás provoca uma reação contra a base oposta do foguete, impelindo-o, assim, para a frente. É o "coice" que o empurra.

Baseado nos 2 itens acima, um trecho chamou a atenção: corpos diferentes.
Para que a terceira lei de Newton tenha efeito, as forças opostas atuam em corpos diferentes e, para ficar bem claro, o esquema pode ser feito assim:

A) A força do servente (F1) age sobre o carrinho.
Logo: F1 no carrinho.

B) A força do carrinho (F2) reage ao servente.
Logo: F2 no servente.

Repare que carrinho e servente (em "no carrinho" e "no servente") são corpos diferentes (ou distintos).

C) A força do gás (F3) age na base do solo que apoia o foguete.
Logo: F3 no solo.

D) A força de reação do solo (F4) impulsiona o foguete para subir.
Logo: F4 no foguete.

Repare que solo e foguete (em "no solo e "no foguete) são corpos diferentes.

A partir dessa linha de raciocínio, vem a definição:
A lei da ação e da reação (Terceita Lei de Newton) consiste na atuação de 2 forças opostas que agem em corpos diferentes e, por isso, não se anulam.

3 - Com a compreensão do princípio, podemos agora abordar um caso clássico em que não ocorre ação e reação e que, às vezes, é muito cobrado em vários vestibulares: a força PESO (P) com a força NORMAL (N) que aparecem frequentemente em problemas envolvendo a aplicação da Segunda Lei de Newton (proporcionalidade entre força e aceleração):

Conforme foi explicado na Segunda Lei de Newton, Peso (P) é a força da gravidade exercida por um astro (Terra e Lua, por exemplo), aplicada a qualquer corpo; e força normal (N) é a força realizada por uma superfície sobre a qual está um corpo.

I) Na superfície horizontal

peso e normal

O peso da Terra exerce ação sobre o bloco: Terra no bloco.
A força normal da superfície exerce ação também sobre o bloco: superfície no bloco.

Nas duas situações acima, o bloco é o que sofre a ação. Como ocorre no mesmo corpo (o bloco), as forças P e N não constituem par ação-reação e, portanto, se anulam, já que ocorrem na mesma direção e em sentidos opostos.

II) No plano inclinado

plano inclinado

O raciocínio é o mesmo aplicado na superfície horizontal, sendo que no plano inclinado N e Py é o par, mas também não constitui ação e reação por atuar no mesmo corpo e também se anulam porque a direção é a mesma e em sentidos opostos.

PARA NÃO ESQUECER: Forças que definem par ação-reação também se posicionam em sentidos opostos, porém não se anulam por atuarem em corpos distintos ou diferentes.

HISTÓRICO DO PRINCÍPIO

O princípio de ação e reação tem tido muito mais aplicações práticas na Terra do que na astronáutica. Se o homem não tivesse tido conhecimento intuitivo ou empírico desse princípio, não teria construído navios, veículos, armas e nem o mais rudimentar dos instrumentos. A própria civilização, enfim, não existiria, sem esse princípio aplicado às atividades humanas através dos séculos. Nem teria sido possível a Revolução Industrial, por exemplo.

Mas foram precisos milênios para que o homem pudesse enunciar tal princípio em termos abstratos. Só no século XVIII é que o inglês Isaac Newton o formulou.

Depois dessa aula de introdução, o professor de Física pode usar os exercícios para reforçar toda a introdução sugerida aqui.

Um abraço e espero que eu tenha ajudado.
Professor Marcos Vinicius Cavalcante
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Biologia


Para quem leciona Ciências Biológicas, eis a lista abaixo dos assuntos já publicados:

1 - Como se inicia primeira aula de Biologia (apresentação em texto)
(http://espadoca.blogspot.com/2011/05/como-se-inicia-primeira-aula-de.html)

2 - COMO SE INICIA BIOLOGIA NO PRIMEIRO DIA DO ANO LETIVO (apresentação em vídeo)
http://espadoca.blogspot.com.br/2018/02/como-iniciar-biologia-no-primeiro-dia.html

3 - COMO INTRODUZIR AULA DE DIGESTÃO I (apresentação em texto)
http://espadoca.blogspot.com/2018/06/como-introduzir-aula-de-digestao-i.html

4 - COMO INTRODUZIR AULA DE PROBABILIDADES GENÉTICAS
https://espadoca.blogspot.com/2019/05/sugestao-de-como-iniciar-probabilidades.html

5 - COMO INTRODUZIR AULA DE FILOGENIA: A GALINHA E O OVO
http://espadoca.blogspot.com/2020/05/como-iniciar-aula-de-filogenia-o-ovo-ou.html

6 - COVID-19: BRINCANDO COM AS PALAVRAS
http://espadoca.blogspot.com/2020/06/covid-19-brincando-com-as-palavras.html

7 -COMO INICIAR AULA DE SÍNTESE DE PROTEÍNAS COM BASE NA DOENÇA COVID-19

8 - COMO EXPLICAR CLADOGRAMA DE FORMA COMPACTA PARA AULA REMOTA

9 - ENSINO COMPACTO DE CADEIA E TEIA ALIMENTAR PARA AULA REMOTA

10 - COMO INICIAR AULA SOBRE SISTEMA ABO

11 - COMO INICIAR AULA SOBRE BIODIVERSIDADE

12 - COMO INICIAR AULA SOBRE CONCEITO DE UNI E PLURICELULAR

13 - COMO INICIAR AULA DE UNIVERSO E ORIGEM DA VIDA

14 - COMO INICIAR AULA DE BIOLOGIA: Comparação entre Terra e Marte

15 - Aplicação de Interdisciplinaridade:
COMO INICIAR AULA SOBRE ETAPAS DO MÉTODO CIENTÍFICO


16 - COMO INICIAR AULA SOBRE ESQUELETO HUMANO


17 - COMO INICIAR AULA SOBRE FATOR RH 


18 - COMO INICIAR AULA SOBRE ORIGEM DA VIDA


19 - COMO INICIAR AULA SOBRE DICOTILEDÔNEAS

20 - COMO INICIAR AULA SOBRE SISTEMA NERVOSO

21 - COMO INICIAR AULA DE SISTEMA ENDÓCRINO: o iodo e as glândulas tireóides
22 - COMO INICIAR AULA SOBRE EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES: Interdisciplinaridade Biologia x História

23 - COMO INICIAR AULA SOBRE AUDIÇÃO: Interdisciplinaridade Biologia, História e Física

24 - COMO INICIAR AULA SOBRE CELENTERADOS

25 - COMO INICIAR AULA DE FOTOSSÍNTESE COM EXPERIMENTO DE CORES

26 - EXTRAÇÃO DE DNA PARA INICIAR CONTEÚDOS LIGADOS A GENÉTICA

27 - COMO INICIAR AULA DE DENGUE NO PRIMEIRO DIA DO ANO LETIVO

28 - COMO INICIAR AULA SOBRE COAGULAÇÃO SANGUÍNEA

29 - COMO INICIAR AULA SOBRE CÉLULA

30 - COMO INICIAR AULA DE FOTOSSÍNTESE COM COMBO DE RECURSOS

31 - COMO SE FORMAM GÊMEOS: SÃO 4 TIPOS DE REPRODUÇÃO GEMELAR

32 - COMO INICIAR HEREDOGRAMA

33 - QUAL O VERDADEIRO ENTENDIMENTO SOBRE CÉLULA
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Como iniciar a primeira aula de Biologia



O professor de Biologia pode iniciar a aula, do primeiro dia do ano letivo, com a seguinte brincadeira de traço dinâmico para atrair a atenção da turma:

- Diga aos alunos que sou uma CIÊNCIA.
- Busco resposta para o que ocorre na natureza.
- Estudo como a vida surgiu e evoluiu no planeta.
- Meu nome significa: estudo da vida.
- Sou a ciência da vida.
- Tenho várias ramificações, como a zoologia, a botânica e a ecologia.
- Sou muito importante para quem quer compreender a vida.

Resposta: Eu sou a BIOLOGIA.

Legal, não?

No campo da educação escolar, inúmeros fatos tristes, causados pela falta de criatividade do professor e desinteresse de alguns estudantes, se multiplicam o tempo todo, embora seja possível e muito simples eliminar esses fatos através do uso da motivação.

Citarei dois deles, e o professor de Ciências Biológicas, se quiser, pode usá-los como introdução à primeira aula de Biologia, ou durante em alguma aula já em andamento, de modo a serem servidos como exemplos de erros absurdos para os alunos serem orientados a não cometê-los:

a) Num programa de entrevistas, o apresentador e a entrevistada juraram de joelhos que aranha é inseto, e não um aracnídeo.

O jornal afirmou que os dois faltaram à aula de biologia na escola. Talvez nem se trata apenas de faltar ou não, pois podem acontecer outras hipóteses - o aluno estar na sala e ignorar a explicação do professor, ou o próprio professor não conhece o conteúdo que transmite, ou ainda aquela velha desculpa, gerada há séculos, de tudo que se aprende é esquecido depois, ao final do ensino médio.

b) Faltando alguns minutos para as provas serem recolhidas, durante uma disputa de vagas universitárias em várias carreiras na área de saúde, um dos candidatos já havia terminado e, assim que entregou a prova ao fiscal, fez a seguinte pergunta:

"O que Biologia tem a ver com Educação Física?"

A ação questionadora do candidato foi o suficiente para servir de base, dentre muitas outras, de quanto anda a má informação e pouco conhecimento de muitos estudantes, como ele, nesse país que já lê tão pouco e não valoriza o ensino que deveria ser a maior prioridade.

Gostaria muito de ter me informado mais desse triste candidato sobre a razão do seu questionamento sem alguma relação de sentido.

Supostamente, esse candidato equivocado, quando tiver filhos (ou se já os tem), passará para eles as mesmas ideias erradas. É dessa forma, dentre outras, que os chamados futuros jovens desse país recebem informações defeituosas, graças à falta de instrução adequada tanto dos pais quanto dos profissionais de ensino mal preparados.

Portanto, que os dois fatos apresentados nos itens a e b sirvam de referência para que o aluno jamais critique destrutivamente a importância do estudo da Biologia.

Todo universitário da área biológica - Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Ciências Biológicas - tem aulas de Anatomia, Fisiologia, Bioquímica, Embriologia, enfim, de várias divisões da Biologia.

E por falar em Divisões da Biologia, após a discusão em sala a respeito dos fatos, que tal o professor prosseguir a primeira aula com debate sobre os vários ramos da disciplina para a aula ser mais incentivadora?
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Língua Portuguesa

Nunca se pode abrir mão de estudar Língua Portuguesa, já que a disciplina representa quase 50% de exames de vários concursos públicos e vestibulares.



Para quem leciona Língua Portuguesa, eis a lista abaixo dos assuntos já publicados:

1 - Como introduzir aula de Língua Portuguesa
(http://espadoca.blogspot.com/2011/04/como-introduzir-aula-de-lingua.html)

2 - Por que aprender a escrever e falar corretamente
(http://aulaplan.blogspot.com/2011/03/lingua-portuguesa.html)

3 - Como iniciar aula de Língua Portuguesa no primeiro dia do ano letivo
(http://espadoca.blogspot.com.br/2017/02/como-iniciar-lingua-portuguesa-no.html)

4 - Como introduzir aula de Palíndromos
(http://espadoca.blogspot.com/2019/10/dica-para-ensinar-palindromos.html)

5 - Como iniciar aula de Literatura - 1

6 - Como iniciar aula sobre Origem da Língua Portuguesa


7 - Como iniciar aula de Literatura - 2


8 - Como iniciar Análise Sintática

9 - Como se tornar especialista em Língua Portuguesa

10 - Será que é muito difícil saber oração subordinada substantiva?
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Como iniciar a primeira aula de Língua Portuguesa (apresentação em texto)



1) Antes de dar início às dicas, gostaria que os professores lessem primeiramente esse texto introdutório:

Professor, quantas vezes seus ouvidos são bombardeados por essas frases abaixo?

A aula de Português é chata!
Não consigo aprender português porque a gramática é muito complexa!
Os textos de interpretação são extensos e difíceis de interpretá-los!
Por que preciso aprender português?!

Manifestações como essas, citadas acima, saem constantemente de muitas vozes estudantis, espalhadas por quase todo território nacional, invadindo, sem parar, os ouvidos docentes.

Por que alguns têm repugnância pelo próprio idioma do seu país? Preguiça de ler seria o fator predominante? Na minha experiência de magistério, esse fator não é a resposta mais sensata para ser única apontada como causa.

Para saber as causas do desinteresse pela leitura, é preciso buscar respostas no próprio ambiente escolar e, principalmente, na esfera familiar. Ninguém nasce com predisposição genética que indique desgosto em aprender a usar melhor as palavras. Existem doenças neurológicas que já nascem com o indivíduo e prejudicam o processo de alfabetização.

Não resta menor dúvida que o desinteresse pelo estudo da Língua Portuguesa vem tanto da deficiência do ensino básico, em algumas escolas, quanto da falta de acompanhamento de alguns pais que, supostamente, não conseguem ver importância na educação escolar dos filhos.

É lamentável ouvir desculpas sem fundamento de alguns estudantes que ousam em dizer que não têm paciência para leitura. Pior ainda é quando um aluno julga desnecessário escrever corretamente para não ser tachado de "certinho". Inaceitável pensar assim. É puramente falta de interesse, de cultura geral e orientação familiar.

Antes da invasão da internet em milhares de lares de todo canto do país, erros de português, dos mais brandos aos mais absurdos, eram mais presenciados (e ainda são) em diversas placas de ruas, planfetos, jornais, livros e revistas, mas só conseguiamos, na época, ter conhecimento desses fatos na hora da passagem pelos locais que expõe as palavras mal escritas em placas comerciais, anúncios de grande porte colados em murais e planfetos de campanhas, por exemplo, inclusive até alguns livros escolares expõem erros ortográficos, embora seja de ocorrência rara devido aos cuidados dos autores na parte das edições.

A chegada da internet e a repercussão massiva dos meios de comunicação espalharam de uma só vez, os descuidos que muitos têm com o nosso idioma pátria tão presente em diversos concursos e também atuante na seleção de candidatos no mercado de trabalho.

Existe um enorme pensamento equivocado que se forma na mentalidade das pessoas, do ensino fundamental à fase universitária, que a Língua Portuguesa deve somente ser desenvolvida pela esfera docente. É só uma desculpa esfarrapada que os desinteressados e preguiçosos criam para ocultar o ponto fraco que julgam ter na cabeça em relação à disciplina.

Outra ideia inteiramente errônea é rotular o nosso idioma como objeto descartável: recebe mais atenção em épocas de concursos e quando o candidato alcança a pontuação necessária para ser admitido no cargo que escolheu, se orgulha depois ao dizer que esqueceu tudo que aprendeu de gramática e interpretação de texto que se dedicou incansavelmente em cursos preparatórios e no próprio lar.

Não é preciso pertencer à equipe de magistério para ser um bom leitor, ser fã da escrita correta e conhecedor de regras básicas de gramática.

2) Vamos então às dicas?

Para prender a atenção da turma, logo no primeiro dia de aula, escrevi esse texto como sugestão aos professores de Língua Portuguesa para ser usado como debate com os alunos:

A Língua Portuguesa é vista equivocadamente como uma disciplina muito complexa por haver tantos acentos, verbos, pontuações e regras gramaticais infinitas que dificultam o entendimento, e muitos estudantes se queixam por não ter aprendido, durante toda a vida escolar, a interpretar texto e assimilar as estruturas da norma culta da língua.

Para entender de vez o papel importantíssimo que a Língua Portuguesa representa, eis uma entrevista de emprego feita inusitavelmente por uma dentista e direcionada a uma candidata à atendente, num consultório odontológico:

- Você tem experiência como atendente, secretária ou recepcionista?

- Sim, trabalhei como auxiliar de administração no escritório de contabilidade de um supermercado. Eu era encarregada de anotar todo o balanço no final de cada mês, anotava chegada de mercadorias e ficava responsável no recebimento de notas fiscais.

- E por que você saiu desse escritório?

- Remanejamento de funcionários e contenção de despesas.

- Sim, entendo. E por que veio se candidatar ao emprego de atendente?

- Eu estava lendo a seção de empregos num jornal e parei no anúncio referente a essa vaga de atendente que tem a ver com minha função.

- E por que você acha que irei aceitá-la trabalhar aqui em meu consultório?

- Por causa das minhas funções que eu desempenhava com responsabilidade, e pela facilidade de comunicação com o público tanto na forma de compromisso profissional quanto no tratamento afetivo.

- Correto. Você sabe mexer no computador?

- Sim, sei.

- Ligue-o pra mim, pode ser?

- Sim, claro.

(1 min depois)

- O que você sabe fazer nele?

- No meu outro emprego, as minhas funções eram executadas no Excell e no Microsoft Word.

- No Word, não é? Hummm...vejamos...Você pode abrir o Word?

- Sim, claro.

5 segundos depois, com o Word aberto, a dentista quis fechar a entrevista com a seguinte solicitação (quase uma exigência) à candidata:

- Agora, com o teclado a sua disposição, digite pra mim por que você quer esse emprego.

A candidata criou alguns cubinhos de gelo em quase todo o corpo. Apesar de algum nervosismo, atendeu a exigência da dentista, produzindo o texto:

"Li o anuncio num jornal na sessão de empregos q oferecia uma vaga de atendente de consultorio odontógico q tem haver c/ minhas abilidades.
Eu gostaria muito de ganhar o emprego pq naum quero ficar muito tempo longe do mercado de trabalho, tenho 2 filhos, sou separada, muitas contas p/ pagar, busco ser indepedente. O trabalho anterior me deu base p/ proseguir no ramo de adiministração."

Analisando a situação:

A dentista foi criativa na forma de entrevistar a candidata. Nota-se que a aspirante à vaga de antendente respondeu objetivamente às perguntas da empregadora, dentro das suas possibilidades. Entretanto, o destaque maior encontra-se na fase final da entrevista: a candidata mostrar à profissional de odontologia que sabe utilizar as funções básicas do computador. Era somente esse o propósito? Ou a ortografia foi levada também em conta? A criatividade se traduziu exatamente na avaliação da Língua Portuguesa na parte ortográfica.

Será que a dentista foi muito radical na entrevista à candidata?
Até na candidatura à atendente, exige-se a escrita correta?
Com que finalidade a dentista usou a entrevista inusitada?

Respondendo às questões, o nível de radicalidade depende da visão de cada um. A postura da empregadora não pode ser considerada absurda, pois cada empresa, firma, consultório e até alguns estabelecimentos comerciais têm a sua maneira de selecionar candidatos a vagas numa determinada função.

Ela apenas adotou critérios de avaliação considerados peculiares, de acordo com o perfil, digamos, ideológico, característica dela própria. O recurso de usar como prova a ortografia é uma ideia excelente porque mostra que a dentista leva a sério o seu ambiente de trabalho.

Os próprios currículos, elaborados pelos candidatos, são analisados rigorosamente quanto aos erros de português, uma exigência batizada há muitos anos pela maioria dos organizadores na seleção de emprego.

Resultado: a candidata, provavelmente, não conseguiu o emprego desejado. Ela pode ter se saído bem na linguagem falada, mas na escrita...

Pela análise, ela cometeu erros imperdoáveis e inaceitáveis por concursos e empresas que trabalham seriamente na seleção de candidatos: usou o internetês em hora inapropriada para quem tinha grandes chances de ganhar a vaga; não acentuou algumas palavras; houve erros ortográficos; usou uma palavra, apesar de escrita corretamente, não adequada ao significado.

O professor pode usar esse grande exemplo para mostrar aos alunos a importância de aprender a falar e a escrever corretamente.

Ele pode trabalhar com os alunos o texto feito pela candidata e pedir-lhes que corrijam os erros cometidos:

1) anuncio (faltou o acento agudo no U)

2) sessão (depende do contexto, pois existem ainda seção e cessão. No texto, o correto seria seção)

3) q (uso de abreviações encontradas em redes sociais, e-mails, mensagens instantâneas no MSN, por exemplo. O que custa escrever QUE?)

4) consultorio (onde está o acento agudo no O?)
5) odontógico (dois erros encontrados: uso incorreto do acento agudo no O e faltaram as letras L e O)

6) haver (o certo é a ver)

7) abilidades (faltou H no início)

8) c/ (só pode ser tolerado em trocas informais pela internet; o mesmo acontece com o q de QUE)

9) pq naum (o internetês jamais é permitido num documento formal, principalmente numa entrevista de emprego realizada escritamente ou em redações; portanto, escrever PORQUE NÃO é o mais sensato)

10) indepedente (independente, certo?)

11) proseguir (prosseguir)

12) adiministração (o D é mudo, sem o I; logo, administração)

Para finalizar, é extremamente fundamental deixar claro aos alunos que até um acadêmico de mais alto nível pode cometer alguns deslizes na escrita e na fala. É um ser humano também e, por isso, é natural que pode acontecer, tendo, porém, a atitude de reconhecer o erro e corrigi-lo de imediato.

Se um grupo de alunos insistir que não aprecia a Língua Portuguesa, é preciso dizer a eles que o nosso idioma conta muitos pontos na hora de avaliar currículos, de conquistar vagas em diversos concursos públicos, inclusive em alguns vestibulares que adotam questões apenas discursivas, além de ensinar a redigir uma carta de apresentação como possível porta de entrada para um emprego de alto nível.

Todo mundo tem a falsa impressão de que conhece o Português muito bem e acaba deixando de lado. Isso é um erro. Por ter um peso muito grande, é ele que diferencia muitos candidatos.
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Inglês


Para quem leciona o idioma inglês, eis a lista abaixo dos assuntos já publicados:

1 - Como iniciar a primeira aula de Inglês: PRODUÇÃO TEXTUAL
http://espadoca.blogspot.com/2011/04/introducao-aula-de-ingles.html 

2 - Sons em inglês: PRODUÇÃO TEXTUAL
http://espadoca.blogspot.com.br/2012/05/essa-publicacao-sons-em-ingles.html 

3 - Como incentivar o ensino do idioma inglês: PRODUÇÃO TEXTUAL
http://espadoca.blogspot.com.br/2013/03/como-incentivar-o-ensino-do-idioma.html 

4 - Expressões em inglês de uso cotidiano: PRODUÇÃO TEXTUAL
http://espadoca.blogspot.com.br/2014/02/expressoes-em-ingles-de-uso-frequente.html 

5 - Como iniciar Inglês no primeiro dia de aula - PARTE 1: VIDEOAPRESENTAÇÃO


6 - Como iniciar Inglês no primeiro dia de aula - PARTE 2: VIDEOAPRESENTAÇÃO


7 - Como iniciar aula de Inglês com uso do recurso JORNAL


8 - Estreia de Pro Espadoca English

9 - A aprendizagem da Língua Portuguesa facilita a aprendizagem do Inglês? 
Leia o texto completo
 
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