Vamos inovar os métodos de ensino para despertar o interesse dos alunos

Professores novatos e os de longa estrada encontrarão preciosas dicas de ensino para melhorar a qualidade de suas aulas e a participação dos alunos, transformando-os em questionadores e formadores de opinião.

O objetivo é trocar experiências, conteúdos, críticas e sugestões, de modo que os profissionais de ensino fiquem por dentro de como se inicia uma aula incentivadora, sem dar espaço a métodos ultrapassados

Aprender por aprender e não somente aprender por causa de avaliação.
A informação é a melhor arma que enriquece o conhecimento
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O professor de hoje e o de ontem


Uma das coisas que aprendi nesses vários anos de magistério para o Ensino Médio é que o conceito de um professor "bom" para os alunos é totalmente diferente de um professor "bom" para a direção
No passado, um "bom" professor era um professor exigente, porém atencioso com a turma. Não faltava, suas aulas eram densas, passava "muita matéria". Pedia bastante tarefas pra casa e trabalhos. Sua aula era séria, porém instigante. Na aula a disciplina era rígida, nada de bonés, fones de ouvido, mp3, mp4 e similares ou conversas fora de hora.
Hoje, dificilmente esse professor seria considerado "bom" para os alunos. Seria tido como "caxias", "ranzinza", "chato". Não ganharia o "diploma" que os professores "nota 10" da escola que a professora que criou o tópico citou
Esse ano mesmo numa enquete aqui na escola os alunos mencionaram que não gostavam da aula de um colega. Sabem qual foi o motivo? "Ele não falta", falaram os alunos.
Hoje, a visão é outra. Professor "bom" não passa muita matéria, deixa entregar trabalho digitado (afinal é mais fácil né?). Falta de vez em quando (até porque ninguém é de ferro). Trabalho fora do prazo? Por que não ? (esse professor é maneiro). Conversar e ficar contando piadas ao invés de dar aulas? (quero fazer esssa matéria com esse professor). Que tal ficar ouvindo músicas na aula (boa a aula desse professor). Ou quem sabe liberar a turma mais cedo?
O professor "do passado" talzez ficasse triste pois não teve o reconhecimento do seu trabalho. Ele ficou sem "diploma professor nota 10". Pior, somente no futuro é que irão reconhecer e até sentir falta da maneira que ele dava aulas, mas aí ele já vai estar aposentado e não vai ter ninguem pra bater palmas pra ele.
Mas mesmo assim acho que ele sairá satisfeito para a aposentadoria. "Combateu o bom combate". Não fez "macaquices" pra agradar aluno afinal fez faculdade pra ministrar aulas e não pra animador de circo. Não recebeu tapinhas nas costas ou bilhetinhos afetuosos, mas deixou aos estudantes valores e conceitos importantes nas suas futuras vidas profissionais. Eu costumo dizer aos meus alunos: "me acham rude? esperem até vocês verem os seus futuros patrões"
Escola não é só pra ensinar Matemática, Biologia, Português...Também é pra ensinar a ser gente. Ensinar a ter responsabilidades, horários, postura...
Mas nem todos os professores que ensinam esses conceitos são muito "populares"
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Sons em inglês



Essa publicação SONS EM INGLÊS corresponde à continuação da postagem COMO INICIAR A PRIMEIRA AULA DE INGLÊS (ver em http://espadoca.blogspot.com/2011/04/introducao-aula-de-ingles.html) sobre as razões da importância do estudo da língua inglesa, seguida da introdução do alfabeto inglês.

Vamos falar das pronúncias básicas, úteis numa conversação. Com vários treinamentos, despertaremos o interesse dos alunos pelo idioma e é fundamental fazer essa complementação antes de o professor iniciar os assuntos discriminados no currículo mínimo, proposto por cada sistema de ensino escolar e também por cada curso de inglês.

De época em época, as maneiras de ensino sofrem transformações, mas existem algumas antigas que ainda são essenciais (é o caso do estudo aprofundado das pronúncias), porém pouquíssimos cursos de idiomas e escolas adotam as apresentações das pronúncias por escrito, talvez pelo pouco tempo de aula e pelas mudanças dos planos de aula.

Acredita-se que a maioria dos professores de idiomas saibam a diferença entre som breve, som longo e o intermediário entre eles. Por isso, não será difícil para os professores de inglês dar continuidade ao método e transmiti-lo aos estudantes e aprendizes.

Devemos destacar que os símbolos fonéticos serão assimilados somente através de muita prática para quem deseja ter forte fluência verbal. A intenção predominante é informar aos alunos da existência dos 2 tipos de sons - breve e longo.

O som longo é visto diante da presença de dois pontos após a vogal (A:, E:, I:, O:, U:)

I - SÍMBOLOS FONÉTICOS COM A

A (breve) .................................. address, another, servant
A: (longo) ................................. past, dark, arm, car
 ............................................... cup, burn, third, work, burst
AE (som intermediário entre A e E) ............................................ man, am, and, can

II - SÍMBOLOS FONÉTICOS COM E

E (breve) ................................... bed, pen, egg, men, fed
E: (longo) .................................. chair, hair, shell, where

III - SÍMBOLOS FONÉTICOS COM I

I (breve) ..................................... ship, it, ticket, king, eat
I: (longo) .................................... me, tree, he, people, dream

IV - SÍMBOLOS FONÉTICOS COM O

Ó (breve) .................................... not, lot, rock, from, cost
O: (longo) ................................... all, small, ball, morning

V - SÍMBOLOS FONÉTICOS COM U

U (breve) .................................... put, full, book, look
U: (longo) ................................... move, noon, blue, choose

VI - COM DITONGOS

AI ................................................ five, life, night, my, hide
AU ............................................... how, count, flower, now
EI ................................................. say, train, baby, plate
................................................. beer, clear, really, dear
IU: ................................................ pure, mute, beauty, few (a presença dos dois pontos indica som longo)
OI ................................................. boy, join, noise, voice
OU ............................................... no, smoke, hotel, those
............................................... sure, poor, your, continuous

VII - CONSOANTES

CH (= TX ou TCH; a pronúncia é feita semelhante quando se diz, por exemplo, a palava ATCHIM no espirro) ....................................... much, lunch, churchu, rich

DJ (= DJ, sendo feita em som de D acrescido de suave som de J) .................. judge, age, language, John
H (= H aspirado, com leve som de R, como ocorre na palavra RIO) .............. his, have, unhappy, happy
J (= J, como na palavra JÂNIO) ................................................................. pleasure, measure, treasure
K ............................................................................................................ cold, clock, king, quite, question
R .............................................................................................................. right, red, rich, room
S (= SS em OSSO) .................................................................................. place, so, cigarette, seat
SH (= X em XAMPU) ............................................................................. ship, short, fish, machine
X (= KS em AXIOMA) ........................................................................... fox, next, excuse, expense
X (= GZ; as 2 letras são pronunciadas disjuntamente) ................................ exact, exult, examine, exist
Z .............................................................................................................. noise, zero, knives, dozen

VIII - PARTICULARIDADES

1) A combinação TH pronuncia-se como um S com a língua entre os dentes ou pondo a ponta da língua entre os dentes, contraindo-a no momento exato de expressar o som DH ou TH.

2) As terminações BLE, CLE, DLE, FLE, GLE, PLE, TLE têm os sons, respectivamente, BÂL e BÔL, CÂLCÔL, DÂL e DÔL, FÂL e FÔL, GÂL e GÔL, PÂL e PÔL, TÂL e TÔL, principalmente, em sílabas finais. 
Exemplos: spectacles, angle, babble, apple, monocle, staple, assemble, rumble, saddle, ripple.

3) CE, CI, SI soam como CH em CHÁ ou X em LIXA, ambos em português. Há, porém, algumas exceções à regra. Têm os mesmos valores as terminações CIOUS (XÂSS), SCIOUS (XÂSS), TIAL (XÂL), TIAN e TION (XÂNN), TIENCE (XÂNS), TIENT (XÂNT), TIOUS (XÂSS).
Exemplos: social, ocean, conscious, gracious, vicious, ancient, explanation.

4) O R tem o som de R português entre vogais, porém mais rolado que o nosso R entre vogais: RARO, PARA, CARO; nunca como RR em MORRO, GARRA.
Exemplos: apparatus, carriage, current (com R ou com RR, a pronúncia é feita como na palavra RARO, conforme vimos anteriormente).

5) O Q seguido de U tem essa vogal o som de U em português, como nas palavras QUADRO, QUANTO, e não é mudo como nas palavras QUERO, QUE, LÍQUIDO.
Exemplos: quality, question, quick, quiet, quite.
Utilizemos a palavra QUESTION para se ter a ideia da pronúncia do U não-mudo: QUESTION (QUÉSXÂNN). Observe que aproveitamos a terminação TION para reforçar o entendimento do item 3 referente à pronúncia XÂNN.

6) O N tem o som bem destacado e não pode ser confundido com o som de M. Logo, ele terá que ser pronunciado no fim dos vocábulos como se existisse um I muito breve depois dele.
Exemplos: golden, broken, pen (goldeni, brokeni, peni)


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Como se inicia a aula de eletrólise

Eletrólise Espadoca, Espaço Docente Aprendiz apresenta Como se inicia uma aula de eletrólise

Um professor de Química, de métodos ultrapassados, inicia a eletrólise com definição, logo a seguir apresenta ilustradamente um experimento clássico sobre a separação dos componentes da água através de eletrodos e finalmente os exercícios que mostram outras aplicações da eletrólise.

Seria interessante se o professor pudesse mostrar ao vivo o experimento, ou usasse vídeos copiados do youtube, por exemplo, convertê-los em DVD ou em windows media player se fosse para salvá-los em pendrive para serem projetados por data show. Basta simplesmente vontade.

Entretanto, antes do uso dos recursos acima, que tal uma introdução motivadora utilizando o metal estanho? Essa opção vai prender a atenção da turma.

Então, professor, siga as etapas:

1) Antes de definir eletrólise, peça a todos que peguem a tabela periódica. Isso irá fazê-los recordar o uso da tabela e criar na mente deles uma ponta de questionamento tipo "Por que o professor quer que façamos isso?".

2) Pergunte a eles o símbolo do elemento estanho e sua localização na tabela. Ou pode ser outra questão: Que elemento está localizado no quinto período do grupo IV-A?

3) Pronto, uma vez iniciada a introdução, vem o comentário:
O estanho, em estado nativo, é raro. O normal é ser encontrado sob a forma de minério. São vários os minérios que contêm estanho. Mas o principal deles é a cassiterita, que nada mais é que dióxido de estanho, associado a uma variável quantidade de impurezas.
Quando o minério é muito impuro, ao fim do processo, obtêm-se, junto ao estanho bruto, resíduos de ferro, cobre, chumbo, bismuto e outras impurezas.
Então, a purificação final é realizada por meio do refino, geralmente feito por eletrólise.

4) Provavelmente a turma estará apta a assimilar eletrólise porque o assunto tem utilidade prática. O reforço do entendimento pode ser feito pelo experimento ou por vídeos em data show que possam mostrar a refinação de estanho pelo processo, ambos já sugeridos nas primeiras linhas da postagem.

5) O professor pode fazer agora a definição e, com o livro adotado, fazer junto com a turma os exercícios.

Quando o professor adota variedades de metodologia de ensino, o estudante percebe essa característica notória do docente.
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Como introduzir uma aula sobre óxidos

óxidos espadoca aulas100

O professor de Química entra na sala, cumprimenta a turma e logo pede que abram o livro na página referente a óxidos.

Ele inicia o assunto com a definição do que vem a ser um óxido:

"Turma, óxido é todo composto formado pela ligação entre um metal ou ametal e o oxigênio. Ou então podemos encontrar o oxigênio associado tanto ao metal quanto ao ametal"

Até aí, tudo bem, a definição foi bem clara, mas em toda aula é sempre a mesma coisa: iniciando-se um assunto com a mesma metodologia - definição seguido de exemplos e finalmente os exercícios.

Dessa forma, todas as aulas ficam entediantes, os alunos se desanimam, ficam sem saber as razões da existência dos óxidos, assim como dos demais assuntos de Química, pois não há incentivo e nem métodos novos para prenderem a atenção da turma.

Vamos mudar isso?

A sugestão que posso dar é o uso de uma motivação que envolva óxidos. Que tal a aplicação do óxido nítrico como exemplo antes de partir para a definição? Quer saber como? Aí vai:

Sabe-se que pacientes com pressão alta, colesterol ruim e diabetes têm deficiência de óxido nítrico (NO) e uma predisposição maior para ter disfunção erétil.
O óxido nítrico é o principal neurotransmissor de um sistema de sinalização intracelular que atua no tecido erétil, levando à ereção peniana.
Exercícios aeróbicos como ciclismo, natação, subir e descer escadas, corridas leve em esteira ou em movimentos realizados 5 vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos, parecem favorecer a produção de óxido nítrico e combater os radicais livres, melhorando a disposição erétil.

Outra sugestão é transformar a sala de aula em laboratório, pelo menos no dia da apresentação sobre óxidos:

Material e métodos
• Uma seringa plástica de volume
igual ou superior a 10 mL
• Um pedaço de esponja de aço
para lavar louças
• Um béquer ou copo contendo
água
• Vinagre

O procedimento e os materiais utilizados no experimento são simples, o que
permite a realização pelos próprios alunos sem maiores riscos.

Primeiramente, um pequeno pedaço da esponja deve ser embebido em vinagre
por cerca de um minuto e sacudido para a retirada do excesso de vinagre.

Em seguida, a esponja deve ser introduzida na seringa plástica (não a
deixar próxima à extremidade inferior para que não haja interferência na
medida do volume de água), que rapidamente deve ter a extremidade superior
tapada pelo êmbolo e a inferior mergulhada na água contida no béquer ou
copo, evitando deste modo o contato da esponja com o oxigênio do ar que
não seja aquele de dentro da seringa. Em poucos instantes será observado
um fenômeno realmente belo e interessante, a entrada da água na seringa e
a elevação do seu nível, o que deve cessar em cerca de 20 min.
Será observada uma alteração de coloração devido à reação química.

Uma vez que, após o fim da reação, a esponja tem uma aparência bem diferente daquela da que foi introduzida na seringa, o professor pode começar pedindo que os alunos analisem, discutam e elaborem hipóteses sobre
o que pode ter ocorrido, relacionando sobretudo os resultados observados
com fenômenos do dia-a-dia, como a ferrugem de um portão ou da lataria de
um carro. A partir disto, o professor pode se aproveitar de possíveis
explicações alternativas que os alunos tenham e abordar a visão da Ciência
sobre este fenômeno, introduzindo o tema de óxido-redução. Discussões e
debates sobre as implicações sociais dos fenômenos de corrosão, dentre
elas os gastos da sociedade no reparo ou substituição de materiais
desgastados por processos oxidativos, além dos riscos de acidentes, são
atividades bastante pertinentes para uma abordagem em contexto
socioeconômico.

DEPOIS DESSAS 2 SUGESTÕES, AÍ SIM É QUE PODE SER INICIADA A DEFINIÇÃO DE ÓXIDOS E SUAS PROPRIEDADES ESPECÍFICAS.
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Professor x Aluno

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Eis a lista abaixo dos assuntos já publicados a respeito da relação Professor x Aluno:

1 - Protesto contra o mau ensino brasileiro:
http://aulas100.blogspot.com/2011/06/protesto-contra-o-mau-ensino.html

2 - O que o aluno pode fazer quando não entende a aula do professor:
http://aulas100.blogspot.com/2011/11/o-que-o-aluno-pode-fazer-quando-nao.html

3 - O professor de hoje e o de ontem:
http://espadoca.blogspot.com.br/2012/10/o-professor-de-hoje-e-o-de-ontem.html

4 - Por que tenho que aprender isso?
http://aulaplan.blogspot.com.br/2013/01/por-que-tenho-que-aprender-isso.html

5 - A importância do uso da introdução motivacional em qualquer assunto escolar
http://espadoca.blogspot.com/2019/10/a-importancia-da-introducao-motivacional.html
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Como iniciar a primeira aula de Física (apresentação em texto)



No primeiro dia do ano letivo, o professor de Física entra na sala de aula, cumprimenta a turma com "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite", dependendo do turno, e depois inicia um assunto que foi previamente preparado. Como, então, o assunto é iniciado?

Se o professor utiliza métodos ultrapassados, sem criatividade, vai introduzir o assunto do dia com definições, conceitos, escrevendo uma pilha de fórmulas no quadro e, em seguida, pede à turma que abra a página do livro para a realização dos exercícios. No final, a maioria dos alunos resmunga que não entendeu a matéria. Pronto! A dificuldade se acumula e o desinteresse se estabelece. Nas outras disciplinas acontece a mesma situação.

Por outro lado, se o professor aplica métodos inovados, causando impactos de caráter benéfico, a turma consegue entender o objetivo da aula. Para isso, eis o recurso que funciona: a motivação.

Como, então, chamar a atenção da turma no primeiro dia de aula de Física?

Realize um bate-papo como introdução. Diga à turma que, sem a Física, invenções engenhosas como TV, celular, computador, automóvel, e até os mais simples atos - levar comida à boca ou escrever - todos seriam impossíveis de fazer parte da nossa vida. Nem a medicina existiria. Portanto, convença os alunos que a Física contribuiu para o ingresso da internet no lar, por exemplo.

Em tudo entra a Física. Toda a vida social depende de uma tecnologia que nasce da ciência. A tecnologia é a aplicação prática do conhecimento para uso humano, sendo utilitária.

Descobre-se um esqueleto num local que guarda documentos de antigas civilizações. De que época será? O método do carbono radiativo permite conhecer a ocasião da morte do animal e, dessa forma, reúnem-se meios para uma datação histórica. É a Física na História.

A origem da Terra pode ser determinada quando se estuda numa rocha uranífera a relação entre o chumbo Pb-206 e o urânio U-238. É a Física na Cosmogonia. Também a origem das diversas rochas pode ser determinada por processos radiativos. É a Física na Geologia.

Luigi Galvani, em 1780, com suas experiências sobre eletricidade animal, tornou-se pioneiro do que hoje constitui a Biofísica.

Lee De Forest, quando em 1906 inventou o áudion, válvula primitiva, iniciou a Eletrônica.

Enrico Fermi, com seu primeiro reator de 1942, deu origem à Engenharia Nuclear.

Além disso, a Física está intimamente ligada à Astronáutica e à Astronomia, visto que intervém tanto na construção de naves espaciais como no estudo de tudo o que ocorre nos satélites, planetas, estrelas e sistemas estelares, nebulosas e galáxias inteiras.

Nos tempos em que a Grécia era o berço da civilização, a classificação das ciências era muito mais simples, e physikos era a filosofia natural, o estudo da natureza.

Mais tarde, o termo Física passou a corresponder a um campo restrito - aos fenômenos em que a espécie da substância dos corpos não se altera. Por exemplo, na evaporação da água que continua a ser água; ou quando uma chapa de ferro sofre deformação, mas não deixará de ser ferro.

Em contraposição, denominou-se Química, a ciência dos fenômenos em que ocorrem mudanças na espécie das substâncias. Por exemplo, na eletrólise da água que se decompõe em oxigênio e hidrogênio; ou na queima de combustíveis que resulta em gás carbônico e água.

É importante debater algumas dessas diferenças entre Física e Química para deixar a turma mais esclarecida.

O cientista não se preocupa apenas em estudar e registrar os diferentes fenômenos: procura também suas causas. Dizer, por exemplo, que a água aquecida acaba fervendo é uma afirmação exata, porém vaga e indeterminada. Este é apenas um conhecimento empírico, ou seja, fundamentado na prática, mas sem qualquer base teórica ou científica.

A Física procura saber por que a água ferve e qual a temperatura certa que a faz entrar em ebulição. E vai além: busca a razão pela qual os líquidos fervem; quer saber por que cada um deles tem um ponto de ebulição, fervendo sempre a uma determinada temperatura; procura descobrir por que esta temperatura muda quando o líquido contém em solução outras substâncias, ou quando a pressão do ambiente é modificada.

A maior parte das leis da Física tem muito a ver com nossa vida cotidiana: quase todas as coisas que fazemos dependem delas. Por que razão as coisas se movem? Para responder a esta pergunta, você se lembrará logo da palavra FORÇA e a ela associará o conceito de MOVIMENTO. Está certo, porque é a força que constitui a razão da mudança de velocidade dos seres.

O atrito e a resistência do ar podem ser úteis ou prejudiciais? Depende da situação. Ambos atuam na oposição ao movimento do veículo.

Se você costuma andar de bicicleta, conhece, por experiência própria, a resistência do ar. É como se fosse um corpo concreto que se opõe ao seu avanço, torna-se um obstáculo; e quanto maior a velocidade, mais essa resistência se fará sentir.

Será a resistência do ar um inconveniente? Não, pois graças a ela, as gotas de chuva, por exemplo, chegam ao solo com velocidades moderadas; se, durante a queda, essas gotas não fossem freadas pela resistência do ar, cairiam ao solo com uma velocidade tal que poderiam perfurar uma chapa de aço de 1mm de espessura.

Em relação ao atrito, ele pode ser prejudicial para as máquinas, pois representa um obstáculo à sua marcha e absorve, assim, grande parte da potência desenvolvida. Por isso, os serviços de manutenção recomendam a aplicação de lubrificantes nas peças que diminuem a fricção.

Mas, ao lado de tais inconvenientes, o atrito é imprescindível à nossa vida. Sem ele, não poderíamos dar um passo, nem mesmo realizar o menor movimento. Faltando o atrito entre os pés e o chão, logo cairíamos (como escorregamos numa poça de óleo cuja viscosidade elimina o atrito); os veículos não poderiam mover-se, pois as rodas girariam em falso, sem estabilidade, e também os freios não funcionariam.

Portanto, a Física trata do conjunto dos fenômenos naturais, mesmo daqueles em que a matéria sofre modificações. Compreende a Mecânica (estudo dos movimentos dos corpos e das forças que os provocam), a Acústica (fenômenos do som), a Óptica (fenômenos da luz), a Termodinâmica (fenômeno do calor), o Eletromagnetismo (fenômenos elétricos e magnéticos) e a Hidrostática (estudo do comportamento dos fluidos).

Para finalizar, caso algum aluno perguntar para que serve o ensino de Física na escola, simplesmente responda que a disciplina faz parte do currículo pedagógico da educação brasileira e ele, o aluno, gostando ou não, terá que aprender, pois é indicador de aprovação e possui conteúdos que servem de ferramentas para avaliação em vestibulares.
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Física


Para quem leciona Física, eis a lista abaixo dos assuntos já publicados:

1 - Como iniciar a primeira aula de Física (apresentação em texto)
http://espadoca.blogspot.com/2011/06/como-iniciar-primeira-aula-de-fisica.html

2 - Princípio da ação e reação
http://espadoca.blogspot.com/2011/05/como-iniciar-uma-aula-sobre-acao-e.html

3 - Como se inicia uma aula de Densidade
http://espadoca.blogspot.com.br/2014/08/como-se-inicia-uma-aula-de-densidade.html

4 - Como iniciar aula de Física no primeiro dia do ano letivo
http://espadoca.blogspot.com.br/2017/02/como-iniciar-aula-de-fisica-no-primeiro.html

5 - INTRODUÇÃO MOTIVACIONAL DE MOVIMENTO CIRCULAR
http://espadoca.blogspot.com/2019/12/introducao-motivacional-de-movimento.html

6 - Como iniciar aula de mudanças de fase da matéria
https://espadoca.blogspot.com/2020/05/como-iniciar-aula-sobre-estados-fisicos.html

7 - Como iniciar aula de Óptica Geométrica: Espelho

8 - Como iniciar aula de Hidrostática: vasos intercomunicantes

9 - Como iniciar aula de Ação e Reação

10 - Como iniciar aula de Hidrostática - Parte 1: Urso Rastejando

11 - Como iniciar aula de Hidrostática - Parte 2: Aprofundamento e Reflexão

12 - Pressão Hidrostática Antes do Homem: Interdisciplinaridade Física X Filosofia

13 - Como iniciar aula sobre Óptica

14 - Como iniciar aula de conversão de medidas na Cinemática

15 - Como iniciar aula sobre Leis de Newton

16 - Como iniciar aula sobre Pressão Hidrostática: interdisciplinaridade Física X Geografia

17 - Como iniciar aula sobre Óptica Geométrica

18 - Como iniciar aula de Eletricidade com o funcionamento de máquina de xerox: interdisciplinaridade Física X Química

19 - Como iniciar aula de Radioatividade, Cinemática e Gravitação Universal

20 - Como iniciar aula de Óptica com interdisciplinaridade Física X Biologia

21 - Como iniciar aula sobre Dinâmica no Movimento Circular 

22 - Como iniciar aula sobre Estudo dos Gases 

23 - Como iniciar aula sobre Ondas: uso da interdisciplinaridade Física X Biologia

24 - Experimento de Pressão Atmosférica para iniciar Hidrostática 

25 - Como ser um especialista em FÍSICA - Parte 1

26 - Como iniciar Pressão Atmosférica
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